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Câncer de pulmão é um dos mais letais, mas prevenção e diagnóstico precoce podem mudar esse cenário

Radio-oncologista reforça a importância de abandonar o tabagismo e reconhecer precocemente os sinais da doença

O radio-oncologista Caio Marcelo Jorge destaca que abandonar o tabagismo, reconhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica diante de sintomas são medidas fundamentais para aumentar as chances de diagnóstico precoce e sucesso no tratamento

O câncer de pulmão continua entre as principais causas de morte por câncer no Brasil e no mundo. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, muitos casos ainda são identificados em estágios avançados, reduzindo as possibilidades terapêuticas.

Neste 1º de agosto, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, o CECAN – Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da conscientização sobre os fatores de risco da doença.

Segundo o radio-oncologista Caio Marcelo Jorge, o tabagismo permanece como o principal fator de risco, mas o câncer de pulmão também pode acometer pessoas que nunca fumaram, especialmente em casos relacionados à exposição passiva ao cigarro, fatores genéticos ou contato prolongado com agentes cancerígenos.

“O tabagismo ainda é o principal fator de risco para o câncer de pulmão, mas a doença não está restrita aos fumantes. Qualquer sintoma persistente deve ser investigado, principalmente em pessoas com fatores de risco. Quanto mais cedo identificamos o câncer, maiores são as chances de tratamento e melhores os resultados para o paciente”, explica.

Entre os principais sinais de alerta estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, perda de peso sem causa aparente, cansaço excessivo e presença de sangue no escarro. A persistência desses sintomas deve motivar a procura por avaliação médica.

Ele conta que a oncologia evoluiu significativamente nos últimos anos, com terapias-alvo, imunoterapia e tratamentos personalizados que ampliaram as possibilidades de controle da doença e a qualidade de vida dos pacientes.

“Hoje conseguimos oferecer tratamentos cada vez mais individualizados, definidos de acordo com as características do tumor e do paciente. Esses avanços são importantes, mas continuam tendo no diagnóstico precoce o principal aliado”, destaca o especialista.

Para ele, a prevenção continua sendo a medida mais eficaz. “Parar de fumar continua sendo a forma mais eficiente de reduzir o risco de desenvolver câncer de pulmão. Nunca é tarde para abandonar o cigarro. Os benefícios começam nos primeiros meses e aumentam progressivamente ao longo do tempo”, disse.